15.3.06
BDjornal # 11

BDJ11.jpg

ref. 129/06

E ao 11º número, a apenas 1 de fechar o I Ano, o BDjornal tem como tema o erotismo, onde têm destaque Guido Crepax (autor do recentemente reeditado História do O pela Marginália), o fanzine Eros de Geraldes Lino e uma entrevista com a bejense Maria João Careto.

A outro nível, é também entrevistado Claudio Villa, desenhador bonelliano, o que não permite deixar em branco o aniversário de 35 anos de Tex em Portugal. Uma última entrevista é realizada a Ricardo Blanco sobre o cinema de animação.

Espaço houve ainda para um incontornável artigo sobre os cartoons de Maomé, bem como para uma longa análise sobre o mercado bedéfilo o ano passado. E como prometido, o destcacável Dossier da Bedeteca sobre a BD em Portugal em 2005 é republicado, desta feita sem problemas a nível de impressão.

A nível de BD e ilustração, além da habitual tira cómica de Pedro Alves e da caricatura de Nelson Santos, nas páginas centrais coube a vez do português Ruben Lopez.

BDjornal #11
Pedranocharco / Ulmeiro, Março de 2006 (Portugal)
32 pp, brochado
ISSN 1636-2327


Posted at 21:40 by enanenes
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14.3.06
Blood Song

ref.128/06

Não é por acaso que o livro Blood Song de Eric Drooker tem como subtítulo A Silent Ballad. Trata-se, tal como já fizera em Flood! há mais de 10 anos, de uma novela gráfica construída apenas com a arte e sem utilizar o recurso de palavras escritas.

O livro conta a história de uma jovem que, depois de concretizar a fuga a um massacre militar na ilha que habita, na companhia do seu fiel canídeo, e após uma longa e árdua travessia no oceano, chega a uma metrópole repleta de confusão e solidão. O único motivo de interesse que ali encontra são os sons emitidos pelo instrumento de um músico de rua, pelo qual se apaixona. Mas esta nova tranquilidade depressa se esgota coom a polícia a garantir o cumprimento da política contra as actuações musicais no espaço público.

Com uma palete de cores reduzida - excepto durante as epifanias das personagens, onde as explosões de cor contrastas com o restante teor monocromático -, a técnica utilizada foi o scratchboard, seguido da aguarela.

Com um argumento e arte desta qualidade, só é pena Drooker espaçar tanto as suas novelas sem palavras. Quer-se mais...

Blood Song: A Silent Ballad
Eric Drooker
Harcourt /Harvest, 2002 (EUA)
304 pp, brochado
ISBN 0-15-600884-X


Posted at 21:25 by enanenes
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13.3.06
Mutant, Texas

ref.127/06

Confesso que a história de Ida Red no TPB da Jingle Belle, não foi o que achei de mais interessante no volume.

Mas mesmo assim, resolvi experimentar o TPB Mutant, Texas: Tales of Sheriff Ida Red de Paul Dini e J. Bone, o qual reúne os 4 números da mini-série.

Ida Red é uma rapariga em processo de autodescoberta numa cidade que anos atrás, devido a um acidente nuclear, originou as mais estranhas personagens, desde cowboys-cacto a cavalos falantes, cobras gigantes e raparigas-planta. Por isso, a cidade alterou o nome para Mutant. Ida irá defender a sua cidade quando se apercebe de planos para exterminar os mutantes e dominar o mundo.

Apesar deste louco mundo de Dini poder ser divertido e as suas personagens se aproximarem dos desenhos animados clássicos, na minha opinião, o potencial do material nunca é alcançado.

Como bónus, há direito ainda à primeira estória publicada de Ida Red (de 1 página), desenhada por Barry Caldwell (retirada de Dini Double Featture #13). Caldwell desenha também uma estória inédita de 6 páginas. Outros extras incluem pin-ups de Sergio Aragonés, Spike Brandt & Tony Cervone e Lynne Naylor, bem como esboços de personagens feitos por Dini, Caldwell e Bone, comentados pelo primeiro.

Mutant, Texas: Tales of Sheriff Ida Red (#1-4, 1999, 2002)
Paul Dini & J. Bone
Oni Press, 2003 (EUA)
136 pp, brochado
ISBN 1-929998-53-8


Posted at 17:11 by enanenes
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12.3.06
Four Pictures by Emily Carr

ref.126/06

Emily Carr (1871-1945) foi uma pintora e escritora canadiana, que nasceu em Victoria, na costa noroeste do país. Uma das poucas mulheres que pintavam na época e não muito interessada em estéticas artisticamente conservadoras, o seu trabalho só viria a ser reconhecido quando, no final dos anos 20, foi descoberta pelo Grupo dos Sete, um grupo de pintores canadianos centrados em retratar paisagens e fortemente influenciados pelo impressionismo europeu do final do século XIX.

Nicolas Debon apresenta uma mini-biografia em banda desenhada da artista, intitulando-o Four Pictures by Emily Carr. Nascido em França, descobriu o trabalho de Carr quando emigrou para o Canadá. Neste trabalho, Debon utilizou o guache e a tinta da China para ilustrar diferentes momentos da vida de Carr a partir de 4 quadros famosos, tendo utilizado como bibliografia várias biografias sobre Carr.

Os capítulos são denominados de acordo com o título dos quadros. A primeira parte, Cedar House (Ada and Louisa outside cedar Canim's house, Ucluelet - 1898/9) centra-se na viagem de Carr a um remoto povoado, onde descobre a riqueza e da vida e arte dos índios da Costa Oeste. Autumn in France (idem - 1911) descreve o trabalho de Carr num estúdio de arte em Paris e do seu primeiro contacto com obras de Chagall, Matisse e Picasso, entre outros. Em Silhouette (Silhouette nº 2 - 1930/1), a obra de Carr é exibida na National Gallery of Canada e é relatada a sua relação com o Grupo dos Sete. Finalmente, Beloved of the Sky (Scorned as timber, beloved of the sky - 1935) localiza-se no seu período mais criativo, no qual une a espiritualidade à arte.

Eis um livro que poderá agradar a todas as idades, com uma forma inovadora de divulgar a vida e obra de Emily Carr.

Four Pictures by Emily Carr
Nicolas Debon
Groundwood Book / Douglas & McIntyre, 2003 (Canadá)
32 pp, cartonado
ISBN 0-88899-532-6


Posted at 11:39 by enanenes
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11.3.06
Rising Stars

ref.125/06

Antes da série Supreme Power para a MAX da Marvel, J. Michael Straczynski tinha criado na Top Cow da Image uma série intitulada Rising Stars, com algumas temáticas comuns.

A acção decorre entre 1967 e 2028, tendo Straczynski planificado a estória em 24 números, dividindo-a em 3 actos: Born in Fire, Power e Fire and Ash. Trata-se da história de 113 pessoas, denominadas Specials, que nascem com poderes especiais após uma misteriosa luz ter aparecido no céu. O primeiro acto centra-se no aparecimento dos poderes nas crianças, o segundo na luta que os Specials começam a travar contra a opressão governamental e o terceiro abarca uma altura em que os mesmos já se defrontam com o seu próprio envelhecimento.

Além destes 24 números, esta edição apresenta ainda Visitations, a colectânea que coligiu todos os números especiais: #0, #1/2 e Prelude e Initiations. Contém ainda a galeria de capas e alguns esboços das personagens.

A nível de desenho, a série contou com Keu Cha (#1 a 2), Christian Zanier (#3 a 13), Stuart Immonen (#14) e Brent Anderson (#15 a 24). Os especiais couberam a Cha e David Finch (#0 e Prelude), Zanier (#1/2) e Gary Frank (Initiations).

Extremamente bem estruturada, com princípio, meio e fim, é um dos raros exemplos de que outros caminhos se podem traçar para os comics de super-heróis.

nota: a Image encontra-se a publicar a 3ª mini-série de Rising Stars pós-straczynskiana, cada uma das quais se tem debruçado sobre o passado de um dos Specials. A autoria do argumento tem sido de Fiona Avery.

Rising Stars Deluxe Edition (inclui #1-24 + Visitations, 1999-2005)
(vários autores)
Top Cow / Image, 2005 (EUA)
656 pp, cartonado
ISBN 1-58240-488-7


Posted at 15:40 by enanenes
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10.3.06
Spectrum 12

ref.124/06

Doze anos após o lançamento do primeiro Spectrum, surgiu o 12º tomo da série que tem como missão reproduzir nas suas páginas a melhor arte fantástica do ano anterior, a nível de livros, editoriais, comics, anúncios, tridimensionais, institucionais e inéditos.

Cathy Fenner assina o prefácio qie explica a selecção de obras, sendo seguida de Arnie Fenner com o habitual ano em revista, desta feita o 2004, no qual tenta enquadrar as tendências da arte no contexto socioeconómico desse ano.

O Grand Master Award foi atribuído ao suiço H. R. Giger. Outros que mereceram distinção foram Brom, Brad Holland, Greg Ruth, Lawrence Northey, Thomas L. Fluharty, Arthur Suydam, Tavis A. Louie, Justin Sweet, Paul Bonner, Mike Huddleston, Ryan K. Peterson, Shaun Tan, Dave DeVries e Matt Gaser.

Esta edição de 2005 apresenta mais de 400 trabalhos de cerca de 300 artistas, entre os quais se incluem nomes como Dave McKean, John Jude Palencar, Victoria Francés, Luis Royo, Joe DeVito, Jon Van Fleet, Kent Williams, Charles Vess, Frank Cho, Gary Gianni, Eric Powell, Alex Ross e Greg Horn, entre muitos outros.

Cada vez melhor, é uma vera guloseima para os olhos...

Spectrum #12
The Best in Contemporary Fantastic Art
edit. Cathy Fenner & Arnie Fenner
Underwwod Books, 2005 (EUA)
208 pp, cartonado
ISBN 1-887424-95-4


Posted at 20:44 by enanenes
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9.3.06
Pedro and Me

ref.123/06

Muito tempo antes do Big Brother, já existiam reality shows. Em tempos, na MTV, podia ser visto em Portugal as diferentes edições de The Real World. Trata-se de um programa onde um determinado número de jovens adultos são colocados a viver juntos numa casa (soa familiar?) durante 6 meses, embora possam sair da mesma (e é suposto que todos permaneçam na casa até ao final). Actualmente, está-se a fazer o casting para a 19ª edição. A casa escolhida já se localizou em cidades tão díspares como Nova Iorque, Londres, Paris ou Miami. A 3ª temporada, que data de 1994, foi filmada em San Francisco.

Dos participantes no programa, um chamava-se Pedro Zamora, um cubano de 22 anos, nos EUA desde 1980. Tratava-se de um jovem homossexual com SIDA que realizava sessões de educação para a saúde em escolas e instituições sobre aquela doença.

Outro dos membros era Judd Winick, de 24 anos, o qual desenhava postais de boas-festas, T-shirts e outro material que aparecesse, após o cancelamento da sua tira cómica Nuts and Bolts pelo Universal Press Syndicate.

Nesta novela gráfica, intitulada Pedro and Me, Winick revela-nos como a sua vida mudou após ter conhecido o seu companheiro de quarto em The Real World, sendo os capítulos iniciais dedicados ao passado de ambos. Segue-se a construção de uma amizade, onde Winick ultrapassou o estigma da SIDA. Quando Zamora adoeceu, pediu-lhe que o substituísse nas palestras que tinha agendado. Algo que fez durante cerca de 1 ano por todo o país, mesmo após o falecimento de Zamora em 11 de Novembro de 1994.

Um dos objectivos de Pedro Zamora era mostrar ao mundo que uma pessoa com SIDA podia ter uma vida não muito diferente das demais e durante 6 meses, frente às câmaras, conseguiu-o. O que Winick também nos diz é que a amizade e o amor (Pam, uma das integrantes do programa, viria a tornar-se a sua companheira) formam-se quando menos se espera e que a verdadeira amizade não tem limites.

Provavelmente, uma das autobiografias gráficas mais tocantes.

Pedro and Me
Judd Winick
Henry Holt and Company, 2000 (EUA)
192 pp, brochado
ISBN 0-8050-6403-6


Posted at 15:27 by enanenes
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8.3.06
Conan #1 a 20

ref.103-122/06

Em 1970, a Marvel adaptou à BD a personagem Conan, o Bárbaro (também conhecido por Conan, o Cimério, devido ao nome da sua terra natal), criada por Robert E. Howard para uma série de histórias pulp de fantasia, publicadas em Wierd Tales, nos anos 30. Os comics foram publicados até ao ano 2000.

Em 2003, foi a vez da Dark Horse começar a publicar a sua adaptação, com argumento de Kurt Busiek (#1 a 20) e Fabian Nicieza (18) e arte de Cary Nord (1 a 7, 9 a 14, 16 a 17, 19 a 20), Thomas Yeates (1, 3 a 7, 9 a 11, 13 a 14),  Greg Ruth (8 e 15), Tom Mandrake (12 e 14), John Severin (18) e Bruce Timm (18) e cores de Dave Stewart (1 a 7, 9 a 14, 16 a 17, 19 a 20) e Michelle Madsen (18).

Pessoalmente, destas primeiras 20 revistas, as minhas preferidas são a 8 e a 15, não só por abordarem a infância do cimério, mas também devido à arte pintada de Ruth. Embora seja da opinião que a arte de Nord e Yeates e a colorização Stewart tem vido a evoluir, na minha opinião fica aquém de Ruth.

Seja como for, Busiek tem realizado um excelente trabalho. Nunca fui grande apreciador desta personagem mas esta nova abordagem consegue prender a atenção, com uma cuidada construção da narrativa. Aconselho vivamente os que não são fãs da personagem a experimentar um arco de estórias.

A Dark Horse também se tem aplicado nas capas. Ruth realiza a arte daquelas cujo interior é da sua autoria e Nord e Stewart as #16 a 19. Joseph Michael Linsner (1 a 7), Leinil Francis Yu (9 a 14) e Ladröon (20) foram os artistas convidados para a feitura das capas.

Conan, o Cimério #1 a 20 (2004-5)
(vários autores)
Mythos, 2004-5 (Brasil)
20 x 24 pp, brochados
CB 7 61568 12932 8  01-20


Posted at 18:33 by enanenes
Comentário (1)  




7.3.06
I Am Legend

ref.102/06

O recente sucesso de Steve Niles com a série 30 Dias de Noite, fez a IDW republicar obras há muito esgotadas do autor. Niles iniciou a sua carreira com a fundação da sua própria empresa, a Arcane Comix, na qual publicou, editou e adaptou BD e antologias para a Eclipse Comics. Entre as adaptações, incluíam-se trabalhos de Clive Barker, Harlan Ellison e Richard Matheson (n. 1926).

O multipremiado Matheson (Edgar, Spur, Writers Guild e Bram Stoker Award for Lifetime Achievement) é autor de numerosos romances, contos e argumentos de cinema e séries de televisão (incluindo a Twilight Zone), abordando os mais diferentes géneros, desde a ficção científica ao western, desde o suspense à fantasia, e, é claro, ao terror.

I Am Legend foi o seu 3º livro, escrito em 1954, sendo frequente ser considerado em diversos estudos um dos 10 melhores livros de terror do século passado. Curiosamente, sempre andou de mãos dadas com a ficção científica, dado passar-se num futuro 1976. O livro foi inclusivamente adaptado por 2 vezes ao cinema, de uma forma mais ou menos livre - O Último Homem na Terra (The Last Man on Earth, 1964) com Vincent Price e A Última Esperança sobre a Terra (The Omega Man,1971) com Charlton Heston. Já houve rumores de novas adaptações, uma ligada ao nome de Arnold Schwarzenegger e outra ao de Will Smith e Michael Bay, sem frutos. O ano passado surgiram novos rumores sobre Francis Lawrence (o realizador de Constantine) levar a obra novamente ao grande écran em 2007. A ver vamos...

Seja como for, a IDW compilou a mini-série de 4 revistas de Niles e Elman Brown, datada de 1991, num único volume. A estória centra-se numa terrível pandemia que dizimou o mundo, sendo que os poucos sobreviventes transformaram-se em criaturas da noite sugadoras de sangue. Todas, excepto Robert Neville, o qual parece ser imune à doença. Neste contexto, ele é que é o marginalizado, o monstro lendário que tem de ser destruído por ser diferente de todos os outros. Quanto tempo conseguirá um homem sobreviver num mundo povoado por vampiros? E que preço terá de pagar pela sua sobrevivência?

Haverá alguns que poderão criticar esta adaptação à 9ª arte devido à grande quantidade de texto referente à voz do narrador, por vezes, descrevendo momentos não visíveis na arte. No entanto, a narração é tão interessante, que o resultado final é o de valorizar o livro. Brown tem também um excelente trabalho a nível da arte, fazendo com que uma estória com vampiros se assemelhe o mais possível ao nosso quotidiano. Por isso, este livro é mais sobre a solidão e a sobrevivência da espécie humana, numa caminhada extremamente pessoal e algo tortuosa, do que com cruzes, estacas e alhos...

I Am Legend
Steve Niles and Elman Brown (adaptação da obra homónima de Richard Matheson, 1954)
IDW, 2005 (EUA) [1ª edição: 1991]
246 pp, brochado
ISBN 1-933239-21-2


Posted at 20:02 by enanenes
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6.3.06
JuveBêdê #34

ref.101/06

Distribuído em Março, apesar do mês que ostenta na capa (Dezembro de 2005), o nº 34 da revista de BD da Associação Juvemedia JuveBêdê vê finalmente a luz do dia.

Este atraso prejudica grandemente a actualidade do seu conteúdo, maioritariamente constituído por resenhas de álbuns portugueses e franco-belgas saídos no último trimestre de 2005. Mas se as resenhas permanecem sempre actuais, mesmo tendo nalguns álbuns passado já 6 meses da sua data de publicação, as foto-reportagens do 5º aniversário do CNBDI e o lançamento do álbum de Astérix na Bélgica, ambos em Setembro, e do FIBDA 2005 em Outubro/Novembro, apenas apresentam um interesse histórico. Mais deslocadas são as notícias (se é que ainda as podemos assim designar), especialmente as relativas a exposições de 9ª arte, todas, sem excepção, já finalizadas.

A nível de banda desenhada, apresenta a conclusão de Deus do Tubos, iniciada no # 33, com argumento e layout de Daniel Maia e arte de Dinis Vale. Algo desinspirada...

Numa altura, em que esta publicação está à porta de entrada do seu 10º ano, talvez seja altura de rever quais os seus objectivos e limar o que os seus mentores acharem que necessita de ser sublimado. Não me refiro a erros triviais, como fazer no mesmo número resenhas (quase idênticas) do mesmo álbum na sua edição portuguesa e franco-belga, nem de noticiar projectos há muito anulados/adiados (como Pão de Law) ou de algumas informações pouco correctas relativas à periodicidade do BDjornal...

Falo do que é que se pretende com esta publicação... É apenas para se fazer um anuário (bastante incompleto, obviamente) do que se vai publicando em Portugal? Idem a nível de franco-belga (ainda mais incompleto, como facilmente se presume)? É difundir a BD publicada nestes países? Deste modo, com resenhas e sem imagens retiradas das mesmas, conseguir-se-á algo? E quem é o seu grupo-alvo? Os não tão jovens assim e é por isso que se fala tanto de franco-belga? Ou o público-alvo são os jovens, mas como as editoras estrangeiras colaboradoras são maioritariamente (por vezes, unicamente) franco-belgas, é isso que é possível divulgar? O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?

Quanto mais números da JuveBêdê leio, mais me convenço que os jovens não se interessam pela publicação; a maioria não conhece as séries nem os magazines franco-belgas, nem comprará álbuns nessa língua, que pouco domina; e hoje em dia, habituados a navegar na internet, os que apreciam BD não se contentam com capas e resumos - procuram previews e opiniões, estas, em especial, de bloguistas da mesma faixa etária (a influência do grupo) e não da crítica especializada. É a minha opinião que a publicação está cada vez mais fechada sobre si mesma, não sendo capaz de atrair os leitores para as quais, em princípio, é feita.

Claro que a tiragem também é apenas de 250 exemplares. E os adultos jovens (e não tão jovens) até vão gostando de ler as páginas dedicadas às publicações franco-belgas (na secção curiosamente apelidada de internacional)... Talvez o mais fácil seja mesmo mudar o nome da revista e disfarçar mais o nome do proprietário e editor... Acabariam as dúvidas existenciais. O problema é que os actuais apoios também...

JuveBêdê #34
Juvemedia, 2005 (Portugal)
32 pp, brochado
ISSN 0874-4491


Posted at 20:40 by enanenes
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