11.3.06
Rising Stars

ref.125/06

Antes da série Supreme Power para a MAX da Marvel, J. Michael Straczynski tinha criado na Top Cow da Image uma série intitulada Rising Stars, com algumas temáticas comuns.

A acção decorre entre 1967 e 2028, tendo Straczynski planificado a estória em 24 números, dividindo-a em 3 actos: Born in Fire, Power e Fire and Ash. Trata-se da história de 113 pessoas, denominadas Specials, que nascem com poderes especiais após uma misteriosa luz ter aparecido no céu. O primeiro acto centra-se no aparecimento dos poderes nas crianças, o segundo na luta que os Specials começam a travar contra a opressão governamental e o terceiro abarca uma altura em que os mesmos já se defrontam com o seu próprio envelhecimento.

Além destes 24 números, esta edição apresenta ainda Visitations, a colectânea que coligiu todos os números especiais: #0, #1/2 e Prelude e Initiations. Contém ainda a galeria de capas e alguns esboços das personagens.

A nível de desenho, a série contou com Keu Cha (#1 a 2), Christian Zanier (#3 a 13), Stuart Immonen (#14) e Brent Anderson (#15 a 24). Os especiais couberam a Cha e David Finch (#0 e Prelude), Zanier (#1/2) e Gary Frank (Initiations).

Extremamente bem estruturada, com princípio, meio e fim, é um dos raros exemplos de que outros caminhos se podem traçar para os comics de super-heróis.

nota: a Image encontra-se a publicar a 3ª mini-série de Rising Stars pós-straczynskiana, cada uma das quais se tem debruçado sobre o passado de um dos Specials. A autoria do argumento tem sido de Fiona Avery.

Rising Stars Deluxe Edition (inclui #1-24 + Visitations, 1999-2005)
(vários autores)
Top Cow / Image, 2005 (EUA)
656 pp, cartonado
ISBN 1-58240-488-7


Posted at 15:40 by enanenes
Deixe a sua opinião  




10.3.06
Spectrum 12

ref.124/06

Doze anos após o lançamento do primeiro Spectrum, surgiu o 12º tomo da série que tem como missão reproduzir nas suas páginas a melhor arte fantástica do ano anterior, a nível de livros, editoriais, comics, anúncios, tridimensionais, institucionais e inéditos.

Cathy Fenner assina o prefácio qie explica a selecção de obras, sendo seguida de Arnie Fenner com o habitual ano em revista, desta feita o 2004, no qual tenta enquadrar as tendências da arte no contexto socioeconómico desse ano.

O Grand Master Award foi atribuído ao suiço H. R. Giger. Outros que mereceram distinção foram Brom, Brad Holland, Greg Ruth, Lawrence Northey, Thomas L. Fluharty, Arthur Suydam, Tavis A. Louie, Justin Sweet, Paul Bonner, Mike Huddleston, Ryan K. Peterson, Shaun Tan, Dave DeVries e Matt Gaser.

Esta edição de 2005 apresenta mais de 400 trabalhos de cerca de 300 artistas, entre os quais se incluem nomes como Dave McKean, John Jude Palencar, Victoria Francés, Luis Royo, Joe DeVito, Jon Van Fleet, Kent Williams, Charles Vess, Frank Cho, Gary Gianni, Eric Powell, Alex Ross e Greg Horn, entre muitos outros.

Cada vez melhor, é uma vera guloseima para os olhos...

Spectrum #12
The Best in Contemporary Fantastic Art
edit. Cathy Fenner & Arnie Fenner
Underwwod Books, 2005 (EUA)
208 pp, cartonado
ISBN 1-887424-95-4


Posted at 20:44 by enanenes
Deixe a sua opinião  




9.3.06
Pedro and Me

ref.123/06

Muito tempo antes do Big Brother, já existiam reality shows. Em tempos, na MTV, podia ser visto em Portugal as diferentes edições de The Real World. Trata-se de um programa onde um determinado número de jovens adultos são colocados a viver juntos numa casa (soa familiar?) durante 6 meses, embora possam sair da mesma (e é suposto que todos permaneçam na casa até ao final). Actualmente, está-se a fazer o casting para a 19ª edição. A casa escolhida já se localizou em cidades tão díspares como Nova Iorque, Londres, Paris ou Miami. A 3ª temporada, que data de 1994, foi filmada em San Francisco.

Dos participantes no programa, um chamava-se Pedro Zamora, um cubano de 22 anos, nos EUA desde 1980. Tratava-se de um jovem homossexual com SIDA que realizava sessões de educação para a saúde em escolas e instituições sobre aquela doença.

Outro dos membros era Judd Winick, de 24 anos, o qual desenhava postais de boas-festas, T-shirts e outro material que aparecesse, após o cancelamento da sua tira cómica Nuts and Bolts pelo Universal Press Syndicate.

Nesta novela gráfica, intitulada Pedro and Me, Winick revela-nos como a sua vida mudou após ter conhecido o seu companheiro de quarto em The Real World, sendo os capítulos iniciais dedicados ao passado de ambos. Segue-se a construção de uma amizade, onde Winick ultrapassou o estigma da SIDA. Quando Zamora adoeceu, pediu-lhe que o substituísse nas palestras que tinha agendado. Algo que fez durante cerca de 1 ano por todo o país, mesmo após o falecimento de Zamora em 11 de Novembro de 1994.

Um dos objectivos de Pedro Zamora era mostrar ao mundo que uma pessoa com SIDA podia ter uma vida não muito diferente das demais e durante 6 meses, frente às câmaras, conseguiu-o. O que Winick também nos diz é que a amizade e o amor (Pam, uma das integrantes do programa, viria a tornar-se a sua companheira) formam-se quando menos se espera e que a verdadeira amizade não tem limites.

Provavelmente, uma das autobiografias gráficas mais tocantes.

Pedro and Me
Judd Winick
Henry Holt and Company, 2000 (EUA)
192 pp, brochado
ISBN 0-8050-6403-6


Posted at 15:27 by enanenes
Deixe a sua opinião  




8.3.06
Conan #1 a 20

ref.103-122/06

Em 1970, a Marvel adaptou à BD a personagem Conan, o Bárbaro (também conhecido por Conan, o Cimério, devido ao nome da sua terra natal), criada por Robert E. Howard para uma série de histórias pulp de fantasia, publicadas em Wierd Tales, nos anos 30. Os comics foram publicados até ao ano 2000.

Em 2003, foi a vez da Dark Horse começar a publicar a sua adaptação, com argumento de Kurt Busiek (#1 a 20) e Fabian Nicieza (18) e arte de Cary Nord (1 a 7, 9 a 14, 16 a 17, 19 a 20), Thomas Yeates (1, 3 a 7, 9 a 11, 13 a 14),  Greg Ruth (8 e 15), Tom Mandrake (12 e 14), John Severin (18) e Bruce Timm (18) e cores de Dave Stewart (1 a 7, 9 a 14, 16 a 17, 19 a 20) e Michelle Madsen (18).

Pessoalmente, destas primeiras 20 revistas, as minhas preferidas são a 8 e a 15, não só por abordarem a infância do cimério, mas também devido à arte pintada de Ruth. Embora seja da opinião que a arte de Nord e Yeates e a colorização Stewart tem vido a evoluir, na minha opinião fica aquém de Ruth.

Seja como for, Busiek tem realizado um excelente trabalho. Nunca fui grande apreciador desta personagem mas esta nova abordagem consegue prender a atenção, com uma cuidada construção da narrativa. Aconselho vivamente os que não são fãs da personagem a experimentar um arco de estórias.

A Dark Horse também se tem aplicado nas capas. Ruth realiza a arte daquelas cujo interior é da sua autoria e Nord e Stewart as #16 a 19. Joseph Michael Linsner (1 a 7), Leinil Francis Yu (9 a 14) e Ladröon (20) foram os artistas convidados para a feitura das capas.

Conan, o Cimério #1 a 20 (2004-5)
(vários autores)
Mythos, 2004-5 (Brasil)
20 x 24 pp, brochados
CB 7 61568 12932 8  01-20


Posted at 18:33 by enanenes
Comentário (1)  




7.3.06
I Am Legend

ref.102/06

O recente sucesso de Steve Niles com a série 30 Dias de Noite, fez a IDW republicar obras há muito esgotadas do autor. Niles iniciou a sua carreira com a fundação da sua própria empresa, a Arcane Comix, na qual publicou, editou e adaptou BD e antologias para a Eclipse Comics. Entre as adaptações, incluíam-se trabalhos de Clive Barker, Harlan Ellison e Richard Matheson (n. 1926).

O multipremiado Matheson (Edgar, Spur, Writers Guild e Bram Stoker Award for Lifetime Achievement) é autor de numerosos romances, contos e argumentos de cinema e séries de televisão (incluindo a Twilight Zone), abordando os mais diferentes géneros, desde a ficção científica ao western, desde o suspense à fantasia, e, é claro, ao terror.

I Am Legend foi o seu 3º livro, escrito em 1954, sendo frequente ser considerado em diversos estudos um dos 10 melhores livros de terror do século passado. Curiosamente, sempre andou de mãos dadas com a ficção científica, dado passar-se num futuro 1976. O livro foi inclusivamente adaptado por 2 vezes ao cinema, de uma forma mais ou menos livre - O Último Homem na Terra (The Last Man on Earth, 1964) com Vincent Price e A Última Esperança sobre a Terra (The Omega Man,1971) com Charlton Heston. Já houve rumores de novas adaptações, uma ligada ao nome de Arnold Schwarzenegger e outra ao de Will Smith e Michael Bay, sem frutos. O ano passado surgiram novos rumores sobre Francis Lawrence (o realizador de Constantine) levar a obra novamente ao grande écran em 2007. A ver vamos...

Seja como for, a IDW compilou a mini-série de 4 revistas de Niles e Elman Brown, datada de 1991, num único volume. A estória centra-se numa terrível pandemia que dizimou o mundo, sendo que os poucos sobreviventes transformaram-se em criaturas da noite sugadoras de sangue. Todas, excepto Robert Neville, o qual parece ser imune à doença. Neste contexto, ele é que é o marginalizado, o monstro lendário que tem de ser destruído por ser diferente de todos os outros. Quanto tempo conseguirá um homem sobreviver num mundo povoado por vampiros? E que preço terá de pagar pela sua sobrevivência?

Haverá alguns que poderão criticar esta adaptação à 9ª arte devido à grande quantidade de texto referente à voz do narrador, por vezes, descrevendo momentos não visíveis na arte. No entanto, a narração é tão interessante, que o resultado final é o de valorizar o livro. Brown tem também um excelente trabalho a nível da arte, fazendo com que uma estória com vampiros se assemelhe o mais possível ao nosso quotidiano. Por isso, este livro é mais sobre a solidão e a sobrevivência da espécie humana, numa caminhada extremamente pessoal e algo tortuosa, do que com cruzes, estacas e alhos...

I Am Legend
Steve Niles and Elman Brown (adaptação da obra homónima de Richard Matheson, 1954)
IDW, 2005 (EUA) [1ª edição: 1991]
246 pp, brochado
ISBN 1-933239-21-2


Posted at 20:02 by enanenes
Deixe a sua opinião  




6.3.06
JuveBêdê #34

ref.101/06

Distribuído em Março, apesar do mês que ostenta na capa (Dezembro de 2005), o nº 34 da revista de BD da Associação Juvemedia JuveBêdê vê finalmente a luz do dia.

Este atraso prejudica grandemente a actualidade do seu conteúdo, maioritariamente constituído por resenhas de álbuns portugueses e franco-belgas saídos no último trimestre de 2005. Mas se as resenhas permanecem sempre actuais, mesmo tendo nalguns álbuns passado já 6 meses da sua data de publicação, as foto-reportagens do 5º aniversário do CNBDI e o lançamento do álbum de Astérix na Bélgica, ambos em Setembro, e do FIBDA 2005 em Outubro/Novembro, apenas apresentam um interesse histórico. Mais deslocadas são as notícias (se é que ainda as podemos assim designar), especialmente as relativas a exposições de 9ª arte, todas, sem excepção, já finalizadas.

A nível de banda desenhada, apresenta a conclusão de Deus do Tubos, iniciada no # 33, com argumento e layout de Daniel Maia e arte de Dinis Vale. Algo desinspirada...

Numa altura, em que esta publicação está à porta de entrada do seu 10º ano, talvez seja altura de rever quais os seus objectivos e limar o que os seus mentores acharem que necessita de ser sublimado. Não me refiro a erros triviais, como fazer no mesmo número resenhas (quase idênticas) do mesmo álbum na sua edição portuguesa e franco-belga, nem de noticiar projectos há muito anulados/adiados (como Pão de Law) ou de algumas informações pouco correctas relativas à periodicidade do BDjornal...

Falo do que é que se pretende com esta publicação... É apenas para se fazer um anuário (bastante incompleto, obviamente) do que se vai publicando em Portugal? Idem a nível de franco-belga (ainda mais incompleto, como facilmente se presume)? É difundir a BD publicada nestes países? Deste modo, com resenhas e sem imagens retiradas das mesmas, conseguir-se-á algo? E quem é o seu grupo-alvo? Os não tão jovens assim e é por isso que se fala tanto de franco-belga? Ou o público-alvo são os jovens, mas como as editoras estrangeiras colaboradoras são maioritariamente (por vezes, unicamente) franco-belgas, é isso que é possível divulgar? O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?

Quanto mais números da JuveBêdê leio, mais me convenço que os jovens não se interessam pela publicação; a maioria não conhece as séries nem os magazines franco-belgas, nem comprará álbuns nessa língua, que pouco domina; e hoje em dia, habituados a navegar na internet, os que apreciam BD não se contentam com capas e resumos - procuram previews e opiniões, estas, em especial, de bloguistas da mesma faixa etária (a influência do grupo) e não da crítica especializada. É a minha opinião que a publicação está cada vez mais fechada sobre si mesma, não sendo capaz de atrair os leitores para as quais, em princípio, é feita.

Claro que a tiragem também é apenas de 250 exemplares. E os adultos jovens (e não tão jovens) até vão gostando de ler as páginas dedicadas às publicações franco-belgas (na secção curiosamente apelidada de internacional)... Talvez o mais fácil seja mesmo mudar o nome da revista e disfarçar mais o nome do proprietário e editor... Acabariam as dúvidas existenciais. O problema é que os actuais apoios também...

JuveBêdê #34
Juvemedia, 2005 (Portugal)
32 pp, brochado
ISSN 0874-4491


Posted at 20:40 by enanenes
Deixe a sua opinião  




5.3.06
Batatas

ref.100/06

Com direito a exposições no 2º Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada e 11º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, o francês Matthias Lehmann (que se considera metade brasileiro) já viu editados em Portugal 2 trabalhos seus, ambos na série Primata Comix das Edições Polvo, tendo o último se intitulado Batatas (#18 da referida série).

Nas 16 páginas que constituem a publicação, encontram-se 2 obras: A Verdadeira História do Rock'n'Roll (dividida em 2 partes) e Sábado à Tarde. Nelas, somos levados ao mundo de jovens adultos sem grandes objectivos na sua vida, onde o álcool, a tv e a música têm um papel fulcral e onde a beleza é ausente (apenas Sónia apresenta algum sex appeal).

Com um grafismo que, uma vez entranhado, se torna apelativo, o argumento fica algo aquém e pouco acrescenta - apenas mais um retrato de gerações sem futuro.

Batatas
Matthias Lehman
Primata Comix #18
Polvo, 2000 (Portugal)
16 pp, brochado
ISBN 972-8440-34-0


Posted at 20:00 by enanenes
Deixe a sua opinião  




4.3.06
Pato Donald #131

ref.099/06

Das 7 estórias publicadas, 3 são dinamarquesas, 3 são italianas e 1 é brasileira.

Começando pelo norte, da Dinamarca chega-nos Peixe Fresco (Andebys bedste lystfisker, 2002) de Paul Halas e Juan Torres Perez. A bonita arte de Perez ilustra a ideia de Halas em explorar as obcessões de Donald, desta feita com a necessidade de pescar um salmão, o que poderá não acabar da melhor maneira. A arte de Vicar pode ser apreciada em Uma História Chocante (I stødet, 2004), uma aventura de Donald passada na Amazónia com argumento de Lars Jersen, em que desta vez o alvo é uma enguia eléctrica. Prenda-me se For Capaz (Moderne ridder, 2004), com argumento e arte do italiano Marco Rota para a editora dinamarquesa revela o Donald como um ás do volante numa verdadeira perseguição policial.

E, falando em Itália, é de lá que nos chega Mestre de Origami (Maestro de origami, 2005) de Sergio Badino e Marco Meloni, defrontando Donald num concurso da referida arte o finalista japonês. Da sub-série Cinema que Paixão (Cinema che passione), é publicada Reservas  (Prenotazioni, 2003) de Stefano Ambrosio e Michela Frare. Dispensável. Também a estória Na Marca do Pénalti (Il rigore decisivo, 2004) de Riccardo Secchi e Francesco D'Ippolito falha os seus propósitos nesta espécie de angústia do marcador de grandes penalidades...

Gérson L. B. Teixera e Irineu Soares Rodrigues apresentam Nem Tudo o que Brilha (Nem tudo que reluz, 1986)  uma aventura de Pena Kid, a versão western brasileira do Peninha, passada na altura em que cavalga o cavalo Torniquete e não o cavalo de pau inicial Alazão de Pau.

Em suma, uma edição com poucos destaques...

Pato Donald #131
(vários autores)
Edimpresa, Março de 2006 (Portugal)
96 pp, brochado
ISSN 0874-0607


Posted at 19:33 by enanenes
Deixe a sua opinião  




3.3.06
Tricked

ref.098/06

Após Box Office Poison de Alex Robinson, a Top Shelf publicou Tricked, a qual já se encontra na 2ª tiragem com uma nova capa. De novo somos convidados a seguir a vida de algumas personagens. Desta feita, temos a estrela pop com um bloqueio criativo de 4 anos, um fã obcessivo que aos poucos vai piorando da sua psicopatologia de base, um falsificador com dificuldades em manter coesa a sua vida ficcional, uma empregada de restaurante que já teve demasiados estúpidos como namorados, uma adolescente que sai secretamente de casa para ir procurar o seu pai e a estagiária que julga que vai mudar de emprego mas transforma toda a sua vida.

Se em Box Office Poison, Robinson já tinha ensaiado a um nível menor a intersecção das personagens, neste livro parte-se de 6 completos estranhos cujas vida se vão cruzar num certo momento, deveras violento e eventualmente místico.

A nível da arte, Robinson explora as sombras e as sugestões das mesmas, originando vinhetas muito bem conseguidas. É também muito interessante a evolução da caligrafia utilizada na letragem dos pensamentos de Steve, à medida que os seus delírios auditivos e comportamentos paranóides se vão acentuando, enquanto os capítulos - em contagem decrescente até ao clímax - se vão esgotando.

Ao contrário da novela gráfica anterior, o final está na hora certa, no local certo, e é feliz para (quase) todas as personagens...

Tricked
Alex Robinson
Top Shelf, 2005 (EUA)
352 pp, brochado
ISBN 1-891830-73-2


Posted at 12:35 by enanenes
Deixe a sua opinião  




2.3.06
BZZzzZT!

ref.097/06

Em Abril de 2003, Richard Câmara era publicado no 15º número da LX Comics com o seu BZZzzZT!

Quem leu A Mosca de Lewis Trondheim (datado de 1995) dificilmente não fará um paralelismo. Afinal, em ambos a protagonista de uma BD sem palavras (excepção feita às onomatopeias) é uma mosca algo antropomorfizada, apresentando as pranchas um formato (quase) fixo quanto ao elevado número de vinhetas que as compõem e sendo o movimento uma característica comum a ambos os trabalhos.

No caso de BZZzzZT!, o belga/português Câmara ensaia um confronto entre uma mosca e um sapo, com uma gradação do surrealismo à medida que a narrativa avança, até que se atinge a inesperada resolução da mesma.

Divertido e bem estruturado, este é um daqueles números da série que se podem adquirir sem receio.

BZZzzZT!
Richard Câmara
LX Comics #15
Bedeteca de Lisboa, 2003 (Portugal)
16 pp, brochado
ISBN 972-8487-60-6


Posted at 18:12 by enanenes
Deixe a sua opinião  




Next Page
   

<< March 2006 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01 02 03 04
05 06 07 08 09 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31

Estatísticas 2005:
Entradas: 369
Livros: 489
Entrevistas: 3



wwwBEDÊ


Outros sites:
BDesenhada.com
Tugópolis



Outros blogs:
Séries de TV
Cinema
CULTura PoP


Visitantes:




If you want to be updated on this weblog Enter your email here:




rss feed